O Brasil não é um país pobre. É um país injusto. Um dos líderes mundiais em desigualdade social e concentração de riquezas. A pobreza e a exclusão social crescem como conseqüência de um regime econômico que sufoca a produção e o trabalho e aprofunda as desigualdades regionais, raciais, de classe e de gênero.
Acreditamos que é papel do Estado cumprir os direitos constitucionais do cidadão como o acesso a educação e a terra como bem social. Nosso papel é fortalecer a capacidade das comunidades pobres, desenvolver seu potencial e compartilhar experiências bem sucedidas que possam se transformar em práticas permanentes de governo para o bem estar social.
Para mudar as relações de poder que reproduzem as desigualdades sociais, é necessário promover os direitos humanos, sociais, econômicos, culturais e ambientais entre a população pobre e excluída, estimulando a participação ativa e o controle cidadão nas diferentes formas de processos de decisão que afetam suas vidas. Ao fortalecer a prática de cidadania formamos sujeitos ativos, com capacidades e oportunidades para escolher os seus próprios destinos.