
07/12/2009 - Conferência do clima: um acordo insuficiente significa fome nos anos que virão
Ativistas da ActionAid, vestidos como os cobradores da dívida climática, circulam por Copenhague na Dinamarca chamando atenção para a necessidade urgente de um acordo forte para combater os problemas.Um acordo fraco é o pior resultado possível para quem passa fome no mundo.
“Um acordo que não assegure cortes ambiciosos nas emissões de CO2 pelos países ricos e nem garanta mais recursos para os países em desenvolvimento vai fracassar no combate à fome”, afirma Tom Sharman, coordenador de Justiça Climática da ActionAid
“Os países ricos precisam pagar sua dívida climática cortando suas emissões em 40% até 2020. Eles também precisam destinar pelo menos 200 bilhões de dólares por ano até 2020 para pemitir que os países em desenvolvimento se adaptem às mudanças climáticas causadas e possam se desenvolver de forma sustentável para saírem da pobreza”, completa Sharman.
A perda de safras, que tendem a aumentar com secas e enchentes, é um dos fatores responsáveis pela fome de mais de um bilhão de pessoas. Ações imediatas para conter as mudanças climáticas são essenciais para conter o descontrolado aumento da fome no mundo.
A previsão é que as mudanças climáticas derrubem em 50% a produtividade das terras de alguns países africanos nos próximos 10 anos. Os agricultores familiares que produzem a maior parte dos alimentos consumidos nos países em desenvolvimento estão os grupos mais vulneráveis do planeta.
“Precisamos mudar urgentemente o modelo da agricultura industrializada, dependente de combustíveis fósseis, pela agricultura orgânica que é mais resistente e reduz as emissões de gasese do efeito estufa”, afirma , Harjeet Singh conselheiro para emergências da ActionAid Índia.
Ao menos que os investimentos governamentais modem o foco para uma agricultura sustentável, as emissões provenientes da agricultura tendem a subir 30% até 2020, devido ao uso de fertilizantes no mundo desenvolvido, segundo o relatório da Comissão Stern elaborado para o Conselho de Relações Internacionais o Reino Unido.
“Ainda há tempo para um acordo para salvar o clima, mas Copenhague não vai produz-lo sem que haja uma mudança radial de pensamento por parte dos países ricos”, completa Singh.