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CMC, Pernambuco
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Na região metropolitana de Pernambuco, organização de mulheres dá lições sobre como os mais pobres podem fazer valer sua voz e seus direitos junto ao poder público. Com a mobilização, cooperativas de agricultores e de artesãos já conseguem escoar a produção.

Cabo de Santo Agostinho é um município localizado na região metropolitana de Recife, em Pernambuco.  Desde 1999, a ActionAid, junto à organização parceria Centro de Mulheres do Cabo, vem desenvolvendo projetos que contribuem para a melhoria nas condições de vida da população pobre que vive na região. O acesso à infra-estrutura urbana (abastecimento de água, saneamento básico, eletricidade), à educação pública e às atividades sócio-educativas para crianças e jovens são algumas das demandas prioritárias.


A conquista destes direitos está baseada na crescente participação das organizações comunitárias na intervenção em políticas públicas e no fortalecimento das capacidades e oportunidades para as mulheres, homens e jovens.

O Centro das Mulheres do Cabo (CMC) é uma organização não-governamental fundada em 1984 com o objetivo de combater as desigualdades entre homens e mulheres e garantir os direitos cidadãos. São oferecidas para a população local alfabetização de adultos, oficinas sobre saúde reprodutiva e projetos de comunicação comunitária. Em 2006, o foco das ações realizadas foram as comunidades de Barbalho e Pirapama.

As mulheres possuem um papel de destaque na estratégia elaborada pela ActionAid/CMC. São elas as mais sensíveis às questões coletivas e interessadas em discutir os problemas da comunidade.
Em 2006, a comunidade se mobilizou pelo combate à violência contra mulher a partir da divulgação em massa da Lei Maria da Penha (que tipifica e pune estes atos de violência) e da realização de vigílias de protesto em praça pública.

Para melhorar o acesso das mulheres ao trabalho e à geração de renda, foram criados grupos produtivos agrícolas e artesanais que já alcançaram resultados positivos com a produção e venda de produtos. Outro avanço foi o credenciamento das comunidades para ter acesso aos produtos da CONAB através da cooperativa dos Agricultores dos Assentamentos, COOPEAGRI.

Um crédito rotativo do projeto da ActionAid com o Centro das Mulheres do Cabo tornou possível um  mutirão pela melhoria das casas das famílias de Barbalho. 


No campo das políticas públicas, o CMC tem tido um importante papel na defesa dos interesses da população pobre da região, integra aos Conselhos Municipais de Educação, Agricultura, Ação Social, Desenvolvimento, Saúde e dos Direitos da Criança e do Adolescente, na qual ocupa a presidência nos dois últimos.


Tal participação é parte de uma estratégia na qual a organização abre caminho para outras lideranças e organizações comunitárias nas esferas políticas locais. A formação de lideranças políticas comprometidas com os interesses dos moradores mais pobres é fundamental para superar a tradição política da região marcada pelo assistencialismo e pelo clientelismo.


A maior parte dos recursos que financiam este projeto vem de doadores individuais que acompanham as crianças nas comunidades onde nossos parceiros atuam. A comunicação com esse doadores é feita por meio de três correspondências anuais, que incluem mensagens e desenhos feitos pelas crianças, além de relatórios sobre os resultados alcançados no ano.


Este sistema leva à mobilização das famílias para ações em conjunto com a organização parceira. O trabalho de todos se torna mais eficaz e transparente, já que cada família se sente parte da organização e cobra os resultados das ações desenvolvidas.


Atividades sócio-educativas são oferecidas exclusivamente para as crianças e adolescentes pelo Centro de Mulheres do Cabo.


Veja aqui como contribuir para melhorar as condições de vida da população do Cabo de Santo Agostinho  e mudar o futuro de uma criança.

© André Telles/ ActionAid/ Brasil

  Fatos
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Em 1940, 80% da população brasileira vivia no campo. Em 2000, 81,2% da população já vivia nas cidades.

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A renda familiar de 51% dos moradores de Cabo de Santo Agostinho é menor do que um salário mínimo, o que configura uma situação de miséria.

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17% dos chefes de família do município têm rendimentos mensais entre ¼ e ½ salário mínimo.

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O analfabetismo atinge 20% da  população acima de 10 anos de idade.

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Somente 1,13% das crianças com menos de 5 anos de idade freqüentam creches ou pré-escolas.

  Documentos
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Histórias de Mudança.

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