|
Segurança alimentar e comércio |
A maior parte do que está na mesa do brasileiro é produzida pelos agricultores familiares. As organizações que representam este setor sustentam a proposta de que os países em desenvolvimento têm o direito de defender sua segurança alimentar, enquanto os países ricos defendem uma liberalização total do setor.
A agricultura brasileira passa por uma transformação com o fortalecimento agronegócio exportador, com a substituição de culturas voltadas ao mercado interno. Estes mesmos grupos comerciais agrícolas são consultados com regularidade quando o assunto é comércio internacional, o que não acontece com os agricultores familiares, um setor que possui objetivos e necessidades totalmente diferentes.
A campanha fortalece iniciativas de monitoramento e influencia em fóruns multilaterais de negociações internacionais como a Organização Mundial do Comércio, a Alca o Mercosul, etc. Buscamos eliminar os subsídios agrícolas à exportação utilizada pelos países desenvolvidos; reduzir substancialmente o apoio doméstico nos países desenvolvidos; ampliar o acesso aos mercados agrícolas dos países desenvolvidos, e , sobretudo, que a agricultura não seja utilizada como moeda de troca nos diversos fóruns de negociação.
Um de nossos principais parceiros é a Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip). Entre os resultados já alcançados estão o reconhecimento da importância do setor pelo governo e a criação de políticas públicas específicas como o Pronaf Agroecologia, o Programa de Aquisição de Alimentos, etc. Juntos reivindicamos medidas que protejam os agricultores familiares nas negociações comerciais agrícolas feitas pelo governo brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC).