A fome no Brasil tem endereço certo: onde há pobreza e falta de acesso a direitos sociais básicos.
Mesmo com a mobilização histórica da sociedade civil pela causa e a implementação de políticas públicas de segurança alimentar, ainda existem em todo país pessoas que não têm acesso a alimentos em quantidade e qualidade suficiente para a manutenção da saúde.
A desnutrição infantil dá sinais mais claros do problema nas áreas rurais e urbanas.
No Rio de Janeiro, na Cidade de Deus, uma pesquisa realizada em 2008, mostrou que 22% das mais de 2 mil crianças pesquisadas estavam desnutridas¹.
Em Alagoas, 9,5% das crianças de até 5 anos apresentam desnutrição crônica (baixa altura em relação à idade)².
A ActionAid aposta que a solução para o fome no país está no estímulo à produção sustentável de alimentos em nível local, aumentando a oferta de alimentos na própria região.
Também é preciso fazer valer os mecanismos legais (leis e políticas públicas) já existentes para garantir que ninguém sinta fome.
Conquistas para serem monitoradas:
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Direito à alimentação foi incluído na constituição brasileira.
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Merenda escolar deve ter 30% de seus recursos investidos em produtos da agricultura familiar.
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Produção da agricultura familiar comprada por prefeituras para abastecer escolas, hospitais, creches.
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Fontes:
(1) PANUT Avaliação nutricional de crianças de 0 a 5 anos na Cidade de Deus/RJ. Maria Lúcia de Macedo Cardoso [et al]. Rio de Janeiro, 2009.
(2) Cadernos de Estudos Desenvolvimento social em debate, Nº 4. Brasília, DF. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, 2006.
(3) Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.