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Direitos das mulheres e afrodescendentes |
As mulheres são a maioria entre a população pobre em todo o mundo. No Brasil, as mulheres negras, as moradoras de áreas rurais e de periferias urbanas ainda estão distantes das conquistas dos movimentos feministas das últimas décadas. A dupla jornada de trabalho, o acesso precário à informação e a ausência de documentação são verdadeiras barreiras que as impedem de alcançar sua autonomia.
O acesso e o controle da população feminina a recursos como terra, crédito, habitação, educação, formação profissional e emprego são fatores determinantes para alavancar o desenvolvimento social e superar a pobreza. Considerando que a discussão das desigualdades de gênero e raça é fundamental para provocar mudanças sociais, as ações da ActionAid buscam fortalecer as capacidades e criar oportunidades para as mulheres. Promover o diálogo entre os movimentos feministas e os demais movimentos sociais também é uma estratégia para estimular a participação feminina em espaços de decisão política e fortalecer a luta pela defesa de seus direitos.
Ao longo de 2006, diversas organizações parceiras realizaram capacitações para conscientização sobre as desigualdades de gênero e etnias.Também promoveram programas de geração de renda e de inclusão digital voltados ao público feminino. Entre os resultados obtidos, um exemplo é a presença de trabalhadoras rurais de 11 estados apoiadas pela ActionAid na Conferência Internacional de Reforma Agrária e Desenvolvimento, promovida pela FAO e pelo governo brasileiro, em Porto Alegre. Elas apresentaram suas propostas para resolver problemas de acesso à terra, crédito e documentação.
Além das ações locais, o programa brasileiro dos direitos das mulheres e afrodescendentes acompanha as políticas nacionais e internacionais e a articulação dos movimentos de mulheres em níveis nacionais e internacionais.