A ActionAid é um movimento global de pessoas que trabalham juntas para promover os direitos humanos e superar a pobreza.

Educação e Juventude

Educação pública inclusiva de qualidade é um direito. A ActionAid apoia a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e financia atividades socioeducativas e de inclusão digital em áreas urbanas e rurais do país.

Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, apenas 50,9% frequentam o ensino médio. No Nordeste, a situação é ainda mais grave: só 39,2% deles estão na escola.¹

Causas da falta de acesso e da má qualidade da educação:

  • Investimentos insuficientes para a promoção de uma educação de qualidade

Atualmente, o percentual do PIB investido na educação é de aproximadamente 4,5%. A Conferência Nacional de Educação, realizada em 2010, estimou a necessidade desse índice subir para 10% para resolver os problemas da educação  brasileira.

  • Pouca valorização dos profissionais da educação básica

Enquanto professores do setor público com curso superior ganham em média R$ 1.788,97, outros profissionais do setor público nas mesmas condições ganham em média R$ 3.647,42.² Além disso, os governos ainda não respeitam a Lei do Piso Nacional do Magistério. Desde 2008 foi aprovada a Lei 11.738, que instituiu o Piso Nacional do Magistério em todo o Brasil. Atualmente, baseado no texto dessa Lei, os professores com curso médio deveriam estar recebendo R$ 1.597,07, mas o salário máximo é de R$ 1.187,12 para uma jornada de dois turnos.

  • Quantidade insuficiente de creches

As crianças de até 5 anos representam o maior contingente fora da escola, junto com os adolescentes de 15 a 17 anos.

  • Educação não inclusiva

70,64% da população brasileira de 0 a 18 anos que está fora da escola são de jovens com deficiência, crianças e adolescentes.³

  • Gravidez na adolescência

Uma das principais causas de evasão escolar de meninas é a gravidez na adolescência. Segundo o estudo Situação Educacional dos Jovens Brasileiros na Faixa Etária de 15 a 17 anos, 28,8% das jovens que são mães estão fora da sala de aula.

  • Trabalho precoce

De acordo com o Pnad 2007, dos adolescentes de 15 a 17 anos que trabalham, apenas 21,8% estão na escola.

  • Educação não contextualizada

Em 2007, o nível de escolaridade dos jovens entre 15 e 29 anos da zona rural era 30% inferior ao dos jovens da zona urbana. Além disso, 9% dos jovens do meio rural são analfabetos, ante 2% dos jovens urbanos.  O principal motivo é a incompatibilidade do currículo e da carga horária escolar com a realidade deles. 

O que fazemos

  • Apoio a atividades socioeducativas e de inclusão digital

Nas comunidades urbanas onde trabalhamos, cerca de 3 mil crianças participam de atividades socioeducativas e 800 adolescentes participam de programas de inclusão digital.

  • Apoio à Escola Família Agrícola

Nas áreas rurais, o projeto Escola Família Agrícola permite o acesso de cerca de 2.500 crianças e jovens a uma educação que combina o currículo tradicional com atividades de técnica agrícola. Os estudantes cumprem um regime de 15 dias na escola e 15 dias em casa, para que possam praticar e continuar suas funções, essenciais na estrutura da agricultura familiar. O projeto chega ainda a mais de 3.500 agricultores familiares, a quem concede crédito especial para implementar técnicas estudadas e aprendidas na escola.

  • Apoio à Campanha Nacional pelo Direito à Educação

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação articula mais de 200 grupos e entidades distribuídas por todo o país pela garantia do direito a uma educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil. A Campanha foi responsável pela inclusão de creches publicas no Fundo de Manutenção e Valorização da Educacao Básica (Fundeb) em 2006.  



¹Síntese de Indicadores Sociais, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com base na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009.

²Revista Nova Escola.

³Cálculo do MEC a partir do cruzamento do cadastro de usuários do BPC (Benefício da Prestação Continuada), de 2007, com dados do Censo Escolar de 2006.