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Arte do circlo de formações Quem Deve A Quem
Inscrições abertas Vamos debater o financiamento e os caminhos para uma transição justa, com as pessoas no centro

Quem deve a quem?

Diante da emergência climática, é urgente debater quem financia, como financia e a serviço de quem estão os recursos climáticos. O evento “Quem deve a quem? Diálogos para uma Transição Justa” marca o início de um ciclo de formações voltado a aprofundar o debate sobre a centralidade do financiamento climático público para garantir uma transição justa, antirracista e feminista, com foco no cuidado com as pessoas e com o planeta.

Sobre o evento

A iniciativa é resultado dos esforços do Grupo de Trabalho (GT) Clima e Meio Ambiente da REBRIP em parceria com ActionAid, CUT, Inesc, Coletivo de Pesquisa Desigualdade Ambiental, Economia e Política e Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA/UFRRJ) e conta com o apoio do Centro de Estudos Avançados da UFRRJ.

As sessões 3 e 4 do curso acontecerão no dia 27 de agosto de 2026 na Av. Presidente Vargas, 417, Centro, Rio de Janeiro. As informações de acesso ao local serão enviadas por e-mail às pessoas inscritas na véspera do curso.

O evento é uma oportunidade para pensar coletivamente um modelo de transição verdadeiramente justa, que enfrente desigualdades estruturais e respeite os saberes e direitos dos povos e comunidades historicamente marginalizados, promovendo justiça climática.

As inscrições são gratuitas, mas VAGAS SÃO LIMITADAS.

Programação

Sessão 3 – Colonialismo verde, descarbonização e os desafios da ecologia política latino-americana

9h às 12h

Os projetos hegemônicos para transição, como os Pactos Verdes, atualizam reflexões centrais da ecologia política latino-americana, como a colonialidade do poder e o extrativismo, ao mesmo tempo em que nos instigam a imaginar outras transições ecossosiciais a partir dos territórios e dos movimentos sociais. Nesta aula, que integra os cursos de Natureza e Sociedade e Rural e Ruralidades do CPDA, questionaremos as assimetrias globais surgidas com este capitalismo verde e quais as alternativas emergem da construção dos outros possíveis históricos.

Palestrante:

Debatedoras:

Sessão 4 – Agricultura regenerativa? Agronegócio e o comércio internacional frente às mudanças climáticas

14h às 16h

A lógica colonial extrativista, que relega os países do Sul Global à posição de exportadores de matérias-primas, é a mesma que fundamenta os princípios do comércio internacional. Nesta seção, vamos analisar como o atual sistema de comércio internacional e o agronegócio têm respondido às pressões dos consumidores e da sociedade em razão da emergência climática. Todo um arcabouço institucional vem sendo construído, como medidas unilaterais que alteram o acesso do agronegócio aos mercados globais (processo carregado de contradições). Ao mesmo tempo, observamos a multiplicação de regras voluntárias e iniciativas setoriais visando uma maior sustentabilidade do agro e a construção de imagens mais verdes para o setor.

Debatedores:

Recapitulando

Sessão 1 – Como fechar a conta? Dilemas para o financiamento climático

O financiamento climático tem sido discutido nas últimas Conferências das Partes do Clima (COPs) sem que se chegue a um acordo que sirva às reais necessidades dos países do Sul Global em termos de ação climática. Os atuais instrumentos de financiamento não são acessíveis, resultam na criação de dívidas para os países e não são equitativos.

Esta sessão visa explorar como princípios de justiça climática devem orientar o próprio financiamento para o clima, analisando instrumentos e políticas presentes nas agendas de negociação. Discutirá os desafios dos atuais mecanismos de financiamento climático, frequentemente debatidos nas Conferências das Partes (COPs) da ONU, mas que ainda falham em atender às necessidades dos países do Sul Global.

Debatedoras:

Mediação:

Sessão 2 – Reparação histórica e proteção social para uma transição justa

O enfrentamento à crise climática exige mudanças profundas nos modelos produtivos e no padrão energético global para que seja possível reduzir as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, essas transformações não podem se dar às custas das trabalhadoras e trabalhadores

Esta sessão discutirá como a crise climática afeta o mundo do trabalho, amplia desigualdades e viola direitos. O desenvolvimento sustentável só será possível com trabalho decente e com a inclusão e participação das populações negras, indígenas, oriundas de povos e comunidades tradicionais e periféricas, que sofrem, de forma desproporcional, com os impactos do racismo ambiental. Abordaremos a importância de uma transição justa, com o trabalho decente e a proteção social no centro, destacando a necessidade de políticas inclusivas, reparatórias e antirracistas.

Debatedores:

Outro debatedor da CUT será confirmado em breve.

Mediação:

Serviço

Quem deve a quem? Diálogos para uma Transição Justa

Data: 27 de agosto de 2026
Horário: das 09h às 17h30
Local: Centro de Estudos Avançados da UFRRJ – Av. Presidente Vargas, 417, Centro, Rio de Janeiro.

Inscrições gratuitas para participação presencial e acesso à transmissão online.

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